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Escola Agrícola de Jundiaí completa 69 anos

EAJ-UFRN

Em 2018 a escola Agrícola de Jundiaí (EAJ) completa 69 anos de sua fundação. A data foi lembrada em uma comemoração realizada no dia 4 de abril no Restaurante Universitário da Unidade.  O evento coordenado pela professora Lígia Souza de Santana Pereira, assessora de Políticas Acadêmicas da EAJ, contou com a participação de estudantes, professores e servidores técnicos administrativos.

Dentre as falas dos docentes presentes, o professor Max Lacerda destacou o papel da EAJ no desenvolvimento socioeconômico do Rio Grande do Norte. Além de ressaltar a qualidade da formação oferecida pela instituição que permite com que seus egresso atuem em funções de destaque e relevância em diversas áreas. Mário Cardoso de Albuquerque Neto, professor e egresso da EAJ, testemunhou a importância da formação adquirida na Escola para seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Na ocasião, o professor Francisco Dutra de Macedo Filho, falou em nome dos professores veteranos e expressou sua gratificação em fazer parte da EAJ. 

O aluno Antônio Pereira de Santana Júnior, do 3º ano do Ensino Médio, declamou um cordel criado especialmente para homenagear a Escola Agrícola nessa data:

 


De todos quero pedir

Um pouco da atenção,

Para falar da história

Desta instituição,

Que sempre tem feito muito

Pela nossa educação.

 

Ela está entre as melhores

Das escolas que eu vi,

Tenho orgulho por estar

E por estudar aqui,

Falo da Escola Agrícola

Que fica em Jundiaí.

 

O termo “Jundiaí”

Possui significado,

Chama “rio dos jundiás”

São peixes originados,

Lá dos rios do Amazonas

Muito comuns nesse Estado.

 

Jundiaí é um rio

Fica nas proximidades,

Sua água deu às terras

Enorme fertilidade,

Permitindo, ao redor

Surgirem sociedades.

 

Também possibilitou

Que houvesse a fundação,

De um engenho de cana

Bem numa povoação,

Sendo comprado, depois

Por Alberto Maranhão.

 

Campo de demonstração

Agrícola, o seu plano,

Pra frutas e rapadura

Produzir pro meio urbano,

Mil novecentos e nove

Foi esse aí o tal ano.

 

Com algum tempo mais tarde

O campo teve extinção,

Vindo a ser um presídio

Fundador: Doutor João,

Cujos presos ajudaram

Nesta instituição.

 

Primeiro na construção

Logo depois na cozinha,

Trabalharam na lavoura

Quando o presídio já tinha,

Ido para a capital

Onde ali funcionaria.

 

Em um dia de domingo

Abril de quarenta e nove,

O professor Rivaldo e

Doutor Enoch promovem,

A chamada E.P.A.

E o Enoch se comove.

 

Isso porque a Escola

Era um grande sonho seu,

E junto com seu amigo

O sonho aconteceu, A

primeira aula, pois Foi

o Rivaldo que deu.

 

Assim, da nossa EAJ

O nascimento ocorreu,

Com a passagem do tempo

Outros nomes recebeu,

Mas só no ano dois mil

O nome atual se deu.

 

Hoje a Escola Agrícola

Tem grande atuação,

Com Ensino Médio e Técnico

A pós, a graduação,

Oferece vários cursos

Pra formar o cidadão.

 

Ela é a pioneira

E também tem parceria,

Com a Universidade

Para dar todos os dias,

O seu ensino agrícola

Com enorme maestria.

 

Quanto às curiosidades

Que em tal Escola há,

Fica à margem da estrada

O incrível baobá,

Árvore vinda da África

Um atrativo de lá.

 

Ele possui muitos anos

E até hoje perdura,

Um tronco de treze metros

Por uns quinze de altura,

Quatro e dez, o seu diâmetro

Não minto, é verdade pura.

 

Qual é mesmo sua idade?

Não se pode precisar!

Talvez foram os escravos

Que vieram trabalhar,

Nos tempos do velho engenho

Que quiseram lhe plantar.

 

Essa explicação aí

Vem do historiador,

Acho que todos conhecem

Por seu grande esplendor,

É o Câmara Cascudo

Homem de muito valor.

 

Ainda na E.P.A

A religiosidade,

Foi claramente mostrada

Dentro da propriedade,

Ergueram uma capela

Venerando à santidade.

 

Tal devoção começou

Quando achada por vaqueiro,

Foi uma imagem santa

Que se tornou padroeira,

A qual é Santa Luzia

Para lhe ser mais certeiro.

 

E até hoje existe

A capela, então, falada,

Dentro da Escola Agrícola

Podendo ser encontrada,

De uma forma bem rápida

Para, assim, ser visitada.

 

Eu me despeço agora

Grato a oportunidade,

Também sua atenção

Fico feliz de verdade,

Estou indo, mas quem sabe

Eu retornarei mais tarde.

 

Para mim foi uma honra

Falar desta Escola aqui,

Que fica neste distrito

Chamado Jundiaí,

No ramo que ela atua

É a melhor que eu vi.

 

Se ficou interessado Na

Escola conhecer, Pode

vir um dia desses Pra

que você possa ver, As

nossas instalações

E o nosso aprender.

 


Sobre a EAJ

 

A Escola Agrícola de Jundiaí foi criada em dezembro de 1949 como “Escola Prática de Agricultura”, localizada na antiga Fazenda Jundiaí, a 3 Km da sede do município de Macaíba e a 25 Km de Natal. Em seguida, foi transformada em “Escola Agrotécnica de Jundiaí”, pelo convênio firmado entre o estado do Rio Grande do Norte e o Ministério da Agricultura, em 09 de abril de 1954, ficando subordinada à Direção de Ensino Agrícola e Veterinário daquele Ministério.

Foi incorporada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte em 16 de agosto de 1967, passando posteriormente à denominação de Colégio Agrícola de Jundiaí (CAJ). Posteriormente, em 16 de agosto de 2002, após alterações no Regimento Geral da UFRN, a Unidade recebeu a denominação de Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ) e em 19 de dezembro de 2007 passou à condição de Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias.

É definida nos termos do Art. 9º do Estatuto da UFRN, como unidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão em Ciências Agrárias, e visa a integração entre as suas várias sub-áreas de conhecimento mediante aperfeiçoamento do ensino prestado, com a estruturação de bases e grupos e pesquisas voltados especialmente ao desenvolvimento tecnológico das cadeias produtivas agroalimentares e agroindustriais. Objetiva-se que a Unidade Acadêmica torne-se a um Centro de Excelência em Ciências Agrárias, abrigando novos cursos de formação tecnológica em níveis médio, de graduação e de pós-graduação nessa área de conhecimento.

 



(18/04/2018 às 10:45)