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UFRN discute o uso de combustíveis de fontes renováveis na indústria ceramista

EAJ/UFRN

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) apresentou nesta segunda-feira (06) as pesquisas mais recentes sobre a eficiência energética de fornos e uso de combustíveis para a indústria cerâmica. A reunião realizada na Casa da Indústria contou com a participação de lideranças empresariais do setor e visa aproximar a academia da indústria.


Durante a reunião o pesquisador da UFSCAR, Campus Sorocaba/SP, Luís Ricardo Oliveira Santos apresentou um paralelo entre as cerâmicas localizadas no Estado de São Paulo e as do Rio Grande do Norte. “As pesquisas desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Uso de Energias Renováveis da UFSCAR, em Sorocaba, apontam que o uso de biomassa, a exemplo de madeira e resíduos agroflorestais, colabora para garantir o suprimento de energia térmica, no setor da cerâmica vermelha, em especial, nas fases de pré-secagem e sinterização dos produtos. Em visitas às indústrias nos municípios de Parelhas e Apodi, verificamos que não há uma disparidade muito grande entre as empresas daqui e as do polo de Sorocaba, o que facilita a troca de experiências entre nós e a indústria ceramista local”.


Em fala, o Diretor-presidente da Cerâmica Itajá e presidente do Sindicato da Indústria de Cerâmica para Construção do Estado do Rio Grande do Norte (Sindicer/RN), Vargas Soliz Pessoa, destacou a importância da parceria com a Universidade. “O uso da pesquisa na indústria é algo novo para nós. Sabemos que a maior parte dos produtores locais trabalham de forma empírica, e com essa aproximação da UFRN podemos aumentar a produção utilizando mecanismos mais eficientes e sustentáveis chegando a níveis internacionais”.


Inovação para Indústria de Cerâmica Vermelha


O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Pedro Terceiro de Melo, destacou que essas pesquisas acompanhadas pela UFRN e pela Universidade de São Carlos são primordiais para o fortalecimento da indústria cerâmica no Estado e estão em confluência com às expectativas do Núcleo de Inovação para Indústria de Cerâmica Vermelha (INOVACER). “Criado em setembro de 2017, o INOVACER, tem como objetivo fortalecer o setor da indústria cerâmica vermelha e construção civil do Estado, através da inovação, priorizando ações em sistemas de gestão, processos produtivos e melhoria da qualidade dos produtos”, explica Pedro Terceiro de Melo.


“A FIERN vê com grande expectativa a parceria com a UFRN. É algo que atende aos anseios dos produtores locais e pode otimizar e desenvolver o mercado, uma vez que as pesquisas que estão sendo desenvolvidas apontam alternativas para fontes de energia e tecnologia que permitam um processo produtivo mais competitivo”, completa o vice-presidente da Federação.


Pesquisas em Andamento


Atualmente a Universidade Federal do Rio Grande do Norte tem desenvolvido através da Escola Agrícola de Jundiaí, Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias, pesquisas coordenadas pela Professora Dra. Rosimeire Cavalcante dos Santos em parceria com as Universidades Federais de São João Del Rei (UFSJ), de Viçosa (UFV), de Lavras (UFLA), do Espírito Santo (UFES), além da Associação Plantas do Nordeste (APNE) e o Instituto de Pesquisa e Estudos Florestais (IPEF) com ênfase em energia da biomassa, utilização da madeira como fonte de energia para produção de cerâmica vermelha, utilização de resíduos como fonte alternativa de energia, qualidade da madeira, implantação de florestas visando uso energético e estudo do potencial energético de espécies da caatinga, sob manejo florestal sustentável.


“Os resultados e questionamentos apontados através das pesquisas desenvolvidas pela UFRN são de extrema importância para direcionar investimentos da indústria ceramista local ampliando o nível de competitividade e até mesmo se destacando em períodos de crises econômicas, como este que vivemos”, destaca a Professora da UFRN, Engenheira Florestal, doutora Rosimeire Cavalcante dos Santos da UFRN.

(08/11/2017 às 07:33)